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Por vezes pontos invisíveis

por Sara, em 20.03.13

E eu não disse que era o porto para as coisas fracas, não recebo as coisas boas, mas quando mudam o polo têm como destinatário a Sara. Mas o que é bom é que tenho no correio cartas. Mas porquê? Não me sai da cabeça. Porquê que para umas coisas sirvo e para outras não? Também não sei se realmente quero saber, tenho medo e agora só quero esquecer; como os sonhos que tenho e me esqueço ao acordar, mas também fica o medo quando temos pesadelos. É como nas minhas calças, tenho que comprar sempre o número acima e depois diminuir na cintura. Remedeios e compensações. Isto de compensar nem devia ser possível. Disseram-me hoje que o ser humano instintivamente tenta compensar os seus pontos menos bons. Mas é a realidade que mostra? É sem dúvida, mostra a inteligência, perspicácia, vontade de agradar, de adaptação, integração, o bem-estar consigo mesmo. Mas a minha pergunta é, porquê que não podemos simplesmente sermos nós mesmo? Bem, acho que cheguei à minha conclusão- ainda haveria muitas mais diferenças e apartes, isto porque nem todos são dotados das qualidades daqueles que aparecem nos filmes. 

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5 comentários

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meninapequenina. a 20.03.2013

Gosto deste novo desafio!
E gostei do texto!
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lou a 21.03.2013

mais vale tarde do que nunca :)
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lou a 21.03.2013

não é pelo facto de me sentir mais segura. é mais por ser egoísta e gostar de guardar as coisas para mim.
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dolcescrittora a 21.03.2013

(eu também tenho o problema das calças!)
A conclusão é verdade. E penso que não revelamos nós mesmos porque isso seria um choque para todos e andaríamos de costas voltadas. Há muitos defeitos que revelamos facilmente mas não são facilmente aceitáveis. Falo por mim, eu em criança era muito extrovertida blá blá blá - penso que todas somos - mas há medida que ia mostrando mais de mim, mais me reprimiam porque não gostavam e eu mais me reprimia porque queria agradar - lá está integração. Isto leva ao facto de eu hoje ser uma pessoa estranha que só me revelo verdadeiramente a duas ou três pessoas, sendo que as outras se afastam por eu não revelar nada. Dilemas - daí eu dizer que estou presa em mim (eu a fazer testamentos sobre mim no vosso blog - peço desculpa!). A questão é: isto é um processo em que há interacção entre eu e o outro. Não se sabe é se algum dia tornamo-nos vazios à custa do outro.
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dolcescrittora a 21.03.2013

O Closer parece-nos um filme incompleto, também tive essa sensação mas gostei do conceito e das imagens, por isso marcou-me.
Sim, também partilho da tua opinião. Acho que os favoritos deviam ser um reforço do comentário e isso não acontece, substitui-se o comentário, tal é preguiça e ficamos sem saber bem o que é que o leitor realmente pensa. Isso desmotiva.
Obrigada! Eu tenho sempre aquela ideia de "a nossa liberdade acaba com o outro" e temos de o respeitar, tem de ser mutuo. E é uma característica muito humano, mas essas reprimendas afectam-nos de maneira a depois ficarmos bloqueados em nós e isso não é saudável, temos de dar espaço uns aos outros, se gostamos muito bem, sem não, há sempre alguém com quem nos identifiquemos mais, não temos de nos odiar pelos nossos defeitos, embora tudo isto seja muito mais bonito e fácil ao dizer-se.

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