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Rótulos e afins

por Sara, em 21.03.13

É tão fácil colocar rótulos e saem tão facilmente que chega a ser assustador, e depois que passa a hábito é difícil esquecer e não cair na tentação. Limitamos, reduzimos ao máximo, tiramos as partes boas e focamo-nos nas más, isso é que interessa. O meu vício é dizer o que está mal e de seguida dizer “fora isso, tudo bem”; mas é bom, não julguem, pensem comigo. Eu apesar de ver os defeitos também consigo ver as qualidades. Será que também não nos limitamos a ver as coisas menos positivas, perdemos os nossos olhos para dar ouvidos ao que sai da boca p’ra fora dos outros? Ou o contrário. Só vemos o lado espectacular, um todo intocável, todas as qualidades e dotes; o que desejávamos ser, mas no fundo não há pessoa perfeita, e ainda bem, nossa senhora, é que é um fardo para quem pensa e para quem é vítima, espectativas tão altas ninguém nunca as há-de ultrapassar. Ofuscados pela realidade absurda dos outros. Dos outros, exactamente, quem são estes outros? Nós nem sabemos, então porquê que nos preocupamos tanto com eles, os outros? Nem nomes têm, coitados, tanto podem ser a Maria, o Zé Manel, a Rita, o João ou a Joana, quem sabe?

 

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2 comentários

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De dolcescrittora a 21.03.2013 às 22:28

Muito obrigada! e eu penso em tanta coisa!
Já te aconteceu estares frente a frente a uma pessoa desconhecida e a pensares "será que ela consegue ouvir os meus pensamentos?" e depois "vá, se consegues ouvir os meus pensamentos olha para mim ou morde o lábio ou mexe na orelha" e às vezes isso acontece e nós ficamos "whoo, tu consegues ouvir-me, vamos falar telepaticamente" mas depois descobre-se que foi casualidade e o mundo desaba. (sim, isto é estranho, mas eu faço isto tantas vezes!)
Hoje estava a ir para a faculdade a comer línguas de gato e desatei-me a rir no meio da rua porque pensei " O corpo de Cristo - ámen = a Língua do gato - ámen", porque têm uma forma quase igual - eu sou muito estranha...
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De dolcescrittora a 21.03.2013 às 22:40

eu tenho a impressão que as pessoas pensam isso de mim a toda à hora, porque de repente dá-me cenas que eu não controlo, porque pensamos e não conseguimos controlar as nossas expressões faciais, então é a loucura!
Se houvesse telepatia, surgiria uma forma de controlar o pensamento, se é que isso era possível!
Funcionamos muito nesses extremos que dizes. Nunca há um equilíbrio, ou posso dizer que o há nas amizades e por isso elas existem. É um dos defeitos do ser humano - dependente do outro, mas sempre a julgá-lo.

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